Conflitos

Template or not template, eis a questão!

Por Vick Spitteler

Houve um tempo em que existia meia duzia de grandes marcas no Second Life que criavam suas roupas a partir de texturas 100% originais desenhadas no photoshop. Naquela época, a cerca de 5 anos atrás, a única coisa que se fazia era texturizar as roupas default e prims comuns.

Vestido típico de 5 anos atrás feito somente com prims default do Second Life

Esses designers tiveram a oportunidade de ter praticamente um “monopólio” em suas mãos e faturar muitos lindens. Contudo as coisas mudaram, mais gente entrou no grid, novas ferramentas se tornaram disponíveis, como os sculpt prims e surpresa! Nem todos os designers que texturizavam tão bem no photoshop tinham a mesma habilidade com os programas de criação 3D para criar sculpt prims. Com isso se desenvolveu um novo nicho, fruto das necessidades desses designers: os construtores de sculpt prims full perm, que criaram e passaram a oferecer centenas e milhares de modelos de barras, mangas, golas, sapatos, bolsas, cabelos – todas essas ferramentas para ajudar ao designer em suas criações. E os fashionistas amaram! Todo o Second Life passou a se vestir melhor. O designer de roupas passou a comprar o direito de utilizar estes prims em suas criações. E cada dia mais o Second Life ia crescendo, os residentes amadurecendo e a concorrência aumentando.

Então começaram a surgir os templates de roupas e skins. O designer pagaria pelo direito de usar os arquivos em PSD (originais) em suas criações: com a manipulação desses arquivos e criatividade, muita gente passou a ter acesso e utilizá-los como ferramenta de criação. E então eles se multiplicaram. Muitos designers que antes somente ofereciam roupas prontas passaram a explorar esse mercado e oferecer templates para criadores de roupas e skins. E assim que os meshs foram liberados no grid peças de roupas inteiras em mesh full perm também pipocaram no marketplace, sendo oferecidas apenas para que o comprador aplicasse a sua textura.

Barra de calça sculpt a venda no marketplace para criadores

Mas como gente sem-noção é o que não falta no mundo e especialmente no Second Life, já era de se esperar o que vem acontecendo: pessoas de mente limitada estão agora criando campanhas para desqualificar aqueles que utilizam templates, como se fosse algo imoral ou vergonhoso.

Que importância tem para o consumidor final se o designer desenhou ou comprou o direito de utilizar o material? O que o consumidor no Second Life quer é comprar um produto bom com um preço justo. Capitalismo, puro e simples, tal como na vida. O sucesso de uma marca no Second Life não depende mais somente da qualidade dos seus produtos. Tal como na vida, é preciso uma boa gestão e estratégia, é preciso postura e profissionalismo. Os templates são ferramentas que bem utilizadas ajudam muito aos bons e criativos designers.  Eu li no fórum do Second Life algo genial dito por uma pessoa numa dessas discussões sobre quem era contra e a favor de templates: para se fazer um bolo, não é preciso botar o ovo (ufa… que bom).  Eu traço um paralelo com uma experiência profissional que tive, uma vez que já trabalhei com desenvolvimento de cosméticos. O que faz a indústria cosmética (ou qualquer outra indústria)? Compra matéria-prima e transforma em produto acabado.  Para formular uma loção de morango com champagne, eu testava centenas de matérias-primas, formulava exaustivamente até conseguir o resultado desejado. Eu não precisava produzir o extrato de morango a partir de morangos frescos. Eu comprava o extrato de um bom fornecedor, assim como todas as outras matérias-primas. É assim que as coisas funcionam na vida, e por que não haveria de ser no Second Life?

Já me questionaram se eu sou a favor ou contra o uso de templates e a minha resposta foi simples: nenhum problema, desde que tenham procedência, desde que não sejam roubados e não infrinjam qualquer lei ou direito de uso de imagem. Para mim, isso é assunto encerrado. E você, vai bancar o babaca e aderir à “campanha”?


Crônicas de um Humano Avatar

Vida inteligente no Second Life, ainda existe?

Contrapondo-se ao meu último post  sobre a minha revolta com o excesso de abobrinhas nos blogs brasileiros de Second Life, fui agraciada por um link e preciso compartilhar. Honny Spiritweaver escreve crõnicas deliciosas sobre Second Life e eu, como boa vênus em gêmeos, a-m-o! Se você é como eu, que gosta de um texto bem escrito, com humor e inteligência, enjoy it!

CRÔNICAS DE UM HUMANO AVATAR


Barraco X Cyberbullying

Em tempos de internet, muitas coisa mudou em termos de relacionamentos, e nem é preciso ser sociólogo, antropólogo ou psicólogo para perceber. Quem nunca discutiu numa comunidade no orkut que atire a primeira pedra. Ainda recordo dos meus tempos de noobie no orkut, lá por 2005, e com uma pitada de ingenuidade até, eu ficava indignada com a comunidade “Eu odeio o Uno Mille” e sendo proprietária de um Uno Mille, me sentia super ofendida e ia lá brigar com os caras. Hoje dou até risada dessas discussões. Recordo bem dos diversos barracos e expulsões que sempre aconteciam nas comunidades de astrologia que eu frequentei por muito tempo. Aprendi bastante com isso. Ainda ontem cometi um equívoco em uma comunidade onde eu abri um tópico institucional para um cliente real e cometi um engano sério ao interpretar erroneamente o comentário de um dos participantes, o que foi contornado com simpatia e humildade, felizmente. A diferença é que na vida real, brigamos, xingamos, esperneamos e esquecemos (ou não, depende do quanto a memória é boa). O fato é que desde que o ser humano existe, há barracos e discussões. Desde que o ser humano começou a se relacionar socialmente, opiniões divergentes e interesses em conflitos podem gerar confusões.  E sempre, sempre, vai haver alguém nessas comunidades e no meio virtual que simplesmente você não engole, seja por achar que essa pessoa tem um comportamento inadequado dentro dessa comunidade ou seja porque seus santos simplesmente não bateram. Antipatias acontecem a todo momento, isso é super natural.

Gostaria ainda de esclarecer o significado de 2 termos bem importantes para chegar onde eu quero:

  • Cyberbullying: forma de violência, vem de bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como “intimidar” ou “amedrontar”). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) – é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados decyberbullying.
  • Discussão: s.f. O ato de discutir. Investigação da verdade pelo exame de razões e provas que se oferecem pró e contra. Questão, polêmica, controvérsia, debate.

Você pode ainda chamar discussão de barraco – a palavra é feia, mas acontece.

O que me motivou a escrever este post foi ser supreendida (e muito!) ao me deparar com uma matéria publicada ontem em um site de grande circulação nacional de um jornal dos mais conceituados  e poderosos do Brasil, onde uma pessoa que participava ativamente de um fórum onde sempre participamos, arrumava confusão com todo mundo lá e não tinha a menor cerimônia em dizer de forma sempre direta e rude o que pensava, banca a vítima dizendo que uma de suas amigas foi “vítima de cyberbullying” no fórum. Não quero nem levantar a questão do que foi essa discussão, ocorrida a mais de um ano atrás e de quem teve ou não razão, de quem xingou primeiro e quem xingou depois… simplesmente quero deixar uma reflexão para todos nós: devemos cuidar e muito com o que fazemos na rede, e da mesma forma devemos ter tanto cuidado como temos nas nossas vidas reais na escolha de nossos amigos. É difícil saber se do outro lado há uma pessoa normal e equilibrada ou uma pessoa louca. Desculpem o desabafo, mas tenham cuidado na hora de brigar por ai nos fóruns, porque você corre o risco de qualquer dia ser mencionado publicamente e injustamente – ou não.


Calúnia e difamação

Caros leitores e leitoras, estou aqui pra contar pra vocês um fato que aconteceu comigo ontem, quinta-feira (21); e alertá-los para certos tipos de coisas que ainda acontecem no SL e que também podem e devem ser reportadas.

O copybot já uma armadilha velha neste mundo. A grande maioria das pessoas que acessam o SL hoje (veteranos ou newbies) sabem que essa coisa existe mesmo, e que ainda tem muita gente “malandra” que copia as criações alheias.

Bem, vamos as vias de fato. Eu estava em uma festa e de repente veio um guri em meu MI dizendo que eu ia xingá-lo pelo o que ele estava prestes a me dizer. Arrisquei. Ele disse que a bota que eu estava usando era roubada. Perguntei se ele tinha certeza disso e ele afirmou com muita convicção que sim, pois o próprio havia dado um Inspect nela, e o criador estava sem informação no perfil e tinha poucos meses de SL. Eu disse a ele que estava enganado, pois comprei a bota na própria loja, e ele podia ir até lá para comprovar isso.

Então ele me disse que tinha uma conta Premium e estava com um grupo de 5 ou 6 amigos gringos (e daí?) que também tinham, e que todos eles concordavam que a minha bota era roubada, e iam me reportar. Detalhe para o fato de que eu tenho 3 anos e 8 meses de SL, e esse novo coleguinha meu tem 3 meses. Enfim…

Eu teleportei para a loja, pedi que ele viesse também e olhasse com os próprios olhos o vendor e o seu criador. É uma loja muito famosa no SL, existe a anos, e o dono de lá investe e muito em publicidade. Ele veio à loja e disse então que o dono roubou a bota e a pôs a venda, mas que ia ser bonzinho comigo e que só estava me dando um toque.

É uma pena que o SL só registra as transações dos últimos 45 dias, e a bota tem mais que isso, pois eu adoraria mostrar pra ele um print screen da minha compra.

Não satisfeita em ter sido acusada de roubo injustamente, mandei um MI para o dono principal da loja, e perguntei se o criador da bota era um avatar alternativo dele. Como já era de se esperar, a resposta dele foi positiva, como mostra o print.

Avisei pro meu querido amigo que, se ele me reportava injustamente e baseado em achismos, eu o reporto por calúnia e difamação. Sim, isto é possível! Usando a categoria: “Harassment > Defaming individuals or groups” que, para o azar do meu amigo, é o primeiro item do Big Six e também está presente no TOS do SL: “Cap. 8 – Você concorda em não: postar, exibir ou transmitir conteúdos que são prejudiciais, ameaçadores ou ofensivos, difamatórios, injuriosos, falsos, imprecisos, enganosos ou que invada a privacidade de outra pessoa.”

Então, queridos leitores e leitoras, no episódio de hoje aprendemos que:

1) Minha bota não é roubada;
2) O dono da loja não a roubou e a pôs à venda, a criação é própria;
3) Perfis com pouca ou nenhuma informação e/ou avatares novos nem sempre representam usuários de copybot;
4) Quando temos 1 dedo apontado pra cara do outro, temos outros 3 apontados pra nós;
5) O secondladies não aprova, apóia, é conivente, pratica ou incentiva o uso do copybot (e reportamos quando vemos um caso MESMO!)

O melhor a se fazer, na dúvida, é procurar o dono da loja e perguntar. Ninguém nunca morreu ou ficou aleijado por mandar um MI para o criador a fim de explicações.

Fica a dica.
Bom final de semana para todos!

Laylinha Tomsen


Blocked Account

I have my account Vick Spitteler since feb.2007 and today I seen that my account is BLOCKED. I need to know why my account is blocked. I have age verification, I had premium account more than 2 years, I have an active second life, I never bought nothing by copybot. I have a store in SL called Art Body Store and I have a blog about second life: secondladies.net. I have more than 30000 itens in my inventary and a lot of money spent in this avatar. I call LL by telephone and the assistance told me that my account is blocked and he didn’t know why, he told to ask by ticket submition.

Update: In three hours, the support solved my problem but no explanation why my account has been blocked.


Privacidade, Perseguição e Assédio no Second Life

Esse post escrevi em novembro de 2009 e não sei por qual motivo acabei não publicando. Mas o assunto é muito pertinente. O primeiro ponto é sobre a privacidade. Penso que muita gente já se deparou com aquele amigo que tem a mania de copiar e colar conversas de mensagens privadas em notecards e fazer prints. Você sabia que essa prática é errada? A menos que você tenha o consentimento da pessoa envolvida, se você divulgar conversas particulares estará praticando um ato ilegal (além de imoral algumas vezes) e isso está previsto no TOS (Termos de Serviço do SL) precisamente no ítem 8.2. É claro que nem todas as conversas copiadas e coladas são comprometedoras, mas as que fazem mais sucesso com certeza o são! Agora o lado ruim dessa proibição é que em alguns momentos você pode estar sendo vítima de acusações ou perseguições e nesse tipo de situação a única prova que tem a seu favor pode ser um print de alguma conversa. Nesses casos, você deve sim fazer prints, mas reportar para a Linden (embora na prática isso não dê muitos resultados). E quando somos vítimas de crimes virtuais (roubo, por exemplo) e queremos alertar outras pessoas? Eu tenho consciência da minha integridade e sanidade mental, mas como ter essa mesma certeza com relação a outras pessoas com quem convivemos no metaverso? Até eu já fui acusada por uma doida varrida a algum tempo atrás e minha primeira atitude foi printar e divulgar como forma de me defender. Então até que ponto esse tipo de proibição é válido? Fica aí o questionamento.

O segundo ponto é sobre perseguição e assédio. Na teoria, o Community Standards fala sobre a proibição  de promover perseguições e assédio a outros usuários. Apesar de tantas situações acontecendo dentro do SL que podem ser facilmente enquadradas no TOS, uma boa parte dessas agressões são veladas ou indiretas e nesses casos pouco se pode fazer.  A especialidade de algumas pessoas é promover a ridicularização através de métodos sutis, onde a maioria nem sonha que ali está acontecendo um ataque ou assédio. Infelizmente já presenciei e fui vítima de deboche velado, assim como pessoas próximas, e nesse caso, somente eu e eles sabíamos que aquilo era direcionado para nós. De qualquer maneira, creio que esse post pode ajudar a conscientização de que apesar de estarmos num mundo virtual, devemos nos comportar com um mínimo de decência e respeito pelos outros usuários.


E ninguém mais vai se esconder

Pra quem utiliza o client alternativo Emerald Viewer, um dos mais populares por oferecer inúmeras ferramentas bacanas, e fez atualização essa semana para a versão 1.23.5.1585, percebeu algo bastante interessante: surgiu no menu Communicate ao lado das permissões (aqueles quadradinhos ao lado dos nomes dos amigos onde você marca para ele te ver online, ver no mapa e mexer em seus objetos) o que os seus amigos marcaram em relação a você – ou seja, muita gente se deparou com a constrangedora visualização de que alguns amigos que pareciam ter sumido do SL estavam na verdade escondendo o status on line. Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra. Eu já fiz isso. Algumas situações em que você simplesmente quer ficar sozinho, não quer falar com ninguém ou com determinada pessoa ou você tem um contato que é gente boa mas infelizmente não pára de te mandar tps o tempo todo – o que você faz? ou você exclui ou você deixa offline pra poder ter um pouco de sossego e normalmente eu utilizava a segunda opção. E conforme o pessoal foi se tocando disso, surgiram os questionamentos “mas porque fulano se esconde de mim? será que é pessoal?” Cheiro de confusão no ar… só sei de uma coisa: quer se esconder no Second Life? sinto muito, só criando outro avatar. :P

Com o Emerald Viewer ninguém mais consegue ficar offline sem arrumar alguma confusão


Um salve para os desafetos!

Eu estava aqui num momento de reflexão secondilifeana e preciso compartilhar. Não se decepcionem preocupem, não é nenhum novo barraco (eu sei muito bem o quanto vocês adoram um diz-que-diz, um barraquinho, uma muvuca… galera quer mesmo é ver o circo pegar fogo!) enfim…

O objetivo deste tópico é agradecer e homenagear a galera sem-noção do SL, mais precisamente os meus desafetos. Estou aqui abrindo meu coração para dizer que vocês são muito importantes na minha Segunda Vida. Por que? Ora… elementar, sem vocês ela seria muito mais sem graça. Pensa numa SL onde todo mundo é autêntico, verdadeiro, honesto, de caráter… não teria a mesma emoção né? De quem falaríamos mal? A quem mandaríamos nosso veneno certeiro se não fosse para vocês que nos dão motivos? Muito obrigada por fazerem parte da minha segunda vida, de coração! :D

Obrigada a vocês amigas que me excluíram, ejetaram e mutaram… vocês realmente sempre me surpreendem com a capacidade de superação e sempre me dão algum motivo pra rir muito (desculpa mas eu dou risada mesmo quando vejo que quebraram a cara). Obrigada a vocês que me acusaram, a você que me baniu da tua ilha… obrigada a vocês que se mostraram umas FDP ingratas, afinal vocês me ensinaram algumas coisas, me fizeram acreditar ainda mais que as máscaras sempre caem…  a você que me roubou também, chega a ser engraçado ver a sua atuação (como você é determinado heim!!! o típico brasileiro que não desiste nunca!!! e como tem mulher burra nesse mundão) e com isso eu vou só observando… e aprendendo… como diria o poeta Latino (huahuahua) “quem planta sacanagem colhe solidão”.

 

Have a nice day! E oh! continuem assim!


Conflitos no “jogo” SL

É super comum nos depararmos com conflitos vivenciados no SL. Alguns se restringem à IMs enquanto outros acabam por tornarem-se em algum nível públicos. No “jogo” SL é vencedor aquele que consegue status, prestígio, lindens, uma boa rede de contatos (assim como na vida real) e tem gente que não mede esforços para tentar se dar bem.

Eu tenho um livrinho chamado “Os 100 segredos das pessoas de sucesso” e apesar de ser somente mais um dos milhares de livros de auto-ajuda tão comumente criticados pelos seres pensantes, ele trás algumas coisas interessantes que eu preciso compartilhar. O segredo número 9 é: “Enfrente os conflitos de cabeça erguida”. O livro diz que é impossível viver sem conflitos, alguém discorda? Afinal as pessoas tem valores e histórias de vida diferentes. O problema é que as pessoas costumam encarar os conflitos sempre como algo negativo e indesejado, e realmente ele o é, se não é administrado de forma clara, honesta e com real desejo de encontrar uma solução conciliatória, afinal eu não vou odiar uma pessoa porque ela acha o azul mais bonito que o verde – gosto de debater, mas isso não significa que eu queira impor minhas idéias. Agora quando existe envolvido num conflito interesses apenas destrutivos, de vingança, ódio, rancor e por que não inveja (penso mesmo que definitivamente o que move a maioria dos conflitos vivenciados no metaverso é a inveja) o conflito passa a ser realmente algo que não agrega em nada. O ser altamente competitivo não se conforma com a existência de pessoas que se destacam mais do que eles em determinada situação e passam a jogar baixo para tentar de alguma forma abalar e prejudicar o alvo da sua inveja. Esses seres sempre irão existir e vez ou outra nós vamos topar com eles por ai – o melhor é sempre ignorar, afinal tudo o que você fizer, tudo o que você disser será utilizado para te prejudicar e eles vão até o fim do mundo atrás de coisas para utilizar contra você. Mas como ter sangue frio pra viver sua Segunda Vida em paz com um carma (ou melhor, sarna) desses nas suas costas? Num outro parágrafo desse mesmo livrinho de auto-ajuda “meia-boca”, existe o segredo numero 36: “Aprenda a lidar com a inveja dos outros” e eu vou transcrever aqui o primeiro parágrafo na íntegra: 

Algumas vezes, no caminho para o sucesso, você entrará em competição direta com alguém, e sua vitória causará tristeza. Mais frequentemente ainda, seu sucesso fará com que outros se comparem a você e sintam inveja de suas habilidades. Saiba que nem sempre é    um ataque pessoal a você, mas uma forma sincera, apesar de desagradável, de elogio.   

Pois então, quem faz algum sucesso nesse “jogo” SL sempre vai ser alvo de inveja alheia. Ou você segue o seu caminho de cabeça erguida, ou esse “jogo” vai te fazer mais mal do que bem. Sorry pelo post que mais parece artigo de revista feminina de 1,99 ou sermão de igreja, mas parece que tem gente que por incrível que pareça, não consegue vivenciar essas verdades que eu poderia até mesmo chamar de “consciente coletivo”.

Bom final de semana para todos!


Para essa p*** que eu quero descer

Por Vick Spitteler

Tenho passado as últimas semanas cuidando da loja: novos produtos, nova loja, novas formas de divulgação. Então a Patou colocou a dica das templates da Eloh no fórum e eu resolvi brincar com elas, mexi em algumas coisas, o resultado ficou super bacana e então disponibilizei na sexta-feita como gift da Art Body Store, as meninas estão gostando muito, e só hoje até agora já foram 40 entregas do presente.

Sou contra pirataria (uso de copybot). FATO.

Vários blogs estão em campanha: “use freebie, não use pirata”, tais como nossas amigas do freebie mania e do live2life. FATO.

Todos os meus contatos de orkut sabem que ao postar uma nova matéria no blog eu atualizo na frase do perfil o link do blog com o tema do post. FATO.

Na sexta-feira eu disponibilizei  as skins nas lojas e postei a matéria aqui no blog, como pode ser visto abaixo e no orkut, como de praxe, postei ao lado do endereço do blog a seguinte frase: “pirata é coisa de gente sem caráter”.

A minha surpresa ao ver que fui excluída de orkut pela Alyne Dagger, owner da BG Magazine. E como eu fazia parte da comunidade do orkut “Eu leio a BG Magazine” resolvi entrar e fui surpreendida com acusações de estar ligando uma tal festa em comemoração “ao dia de falar como pirata” (que foi muito bem lembrada por uma delas aqui num post onde Lotus dizia que dia 19 de setembro é seu aniversário) promovida por ela com pirataria no SL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Fui chamada de burra, ignorante, de fofoqueira e língua de trapo, além de outros adjetivos. :O

Pera ai gente, eu to de saco cheio já de gente que só quer causar e não se conforma com a constatação de que existe vida inteligente além do próprio umbigo e como to de TPM (longo suspiro e virando os olhos) tive que escrever isso como esclarecimento pois em nenhum momento eu fiz essa associação de BG=pirataria, uma revista que sempre admirei pelo conteúdo e inclusive já fui anunciante e apesar das intrigas pessoais causadas recentemente no fórum do Second News onde fui acusada de várias coisas, eu sou adulta, inteligente e responsável o suficiente para não caluniar qualquer pessoa, por mais mal que ela tenha me feito. Não sou santa, é verdade, pois costumo falar o que penso e o meu defeito é não levar desaforo pra casa, se eu me sentir ofendida como fui, eu boto a boca no trombone mesmo, mas o máximo que alguém vai saber de mim é a verdade ou fato, jamais invenção, mentira, calúnia ou boato.

Então se liga aí e vê se me erra. Porque eu vou atravessar a rua caso cruze com você em alguma esquina. E estou desabilitando os coments pque não quero ninguém falando nada aqui, nem contra, nem a favor. Aqui sou dona e escrevo o que quiser. Aprende uma coisa: venha perguntar primeiro antes de tirar conclusões erradas e sair ofendendo, já passou da hora.


Retire sua senha aqui!

Devido à grande demanda, estou distribuindo senha para aqueles que estão a fim de arrumar encrenca comigo. Retire sua senha aqui.

 

Mas já vou avisando, venha bem preparado pque to com marte no ascendente…


Disputas virtuais chegam à Justiça da vida real

Ontem um artigo interessante foi publicado no site Consultor Jurídico com este título, escrito por Fabiana Schiavon. É mais do que certo que a justiça real deve abrir os olhos para o que vem acontecendo no Second Life. Casos típicos de estelionato e roubo de criações tornaram-se comuns no metaverso a algum tempo e ainda são mal administrados pela Linden. Quanto ao caso das cópias, parece que uma luz no fim do túnel se acende com a criação de um cadastro de comerciantes, é esperar pra ver.

O artigo:

Tudo o que é criado dentro do Second Life pertence ao seu criador. A partir dessa premissa adotada pela empresa norte-americana Linden Lab, detentora do jogo, nasceram diversos processos na vida real que tiveram origem na vida virtual. Os usuários dessa plataforma virtual têm mesmo uma “segunda vida”. Ganham dinheiro comprando casas, terrenos, criando peças de artes, roupas e sapatos exclusivos. Enquanto outros praticam pirataria, roubos e até ataques terroristas. Essas e outras histórias foram contadas por Marieke Westgeest, especialista em propriedade intelectual da consultoria Markenizer, da Holanda, no XXIX Seminário e Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, no Rio de Janeiro.

“Já há casos em que usuários se tornam milionários por fazerem transações bem sucedidas no Second Life trocando a moeda virtual ‘Lindens’ por dólares reais”, conta a especialista. Em 2006, a revista Wired publicou o caso de um advogado que invadiu o sistema de leilão virtual do jogo, conseguindo vender suas propriedades a preços bem abaixo da taxas prevista na tabela virtual. Por conta do ato ilegal, a Linden Labs excluiu seu perfil e “congelou” seus bens virtuais. O advogado entrou na Justiça reclamando os US$ 8 mil a que achava ter direito, sem sucesso.

Em 2007, um grupo de comerciantes do Second Life processou outros usuários por roubarem peças de roupas e sapatos de sua loja virtual. Na maioria destes casos, o que tem valido é a cláusula do Second Life dispondo que o “avatar” (personagem criado pelo usuário) que praticar atos considerados ilegais — desde infringir o sistema até praticar plágio virtual — serão excluídos do sistema.

“O Second Life é um mundo virtual, mas que segue as regras do mundo convencional”, diz Manoel Joaquim Pereira dos Santos, da Santos & Furriela Advogados. Para ele, o sistema deve ser encarado como uma obra coletiva, que resulta na colaboração de diferentes pessoas. “É como a produção de um jornal. Os repórteres e desenhistas têm direito às suas obras, mas o jornal tem direito sobre o todo”. Nos demais jogos, os usuários criavam personagens dentro de dispositivos pré-estabelecidos, mas no Second Life é como “gerar um novo mundo”.

Um exemplo dado por ele é a criação de um prédio no Second Life. Ela deve ser vista como um projeto de arquitetura ou uma obra de arte virtual? “Depende, se a obra for detalhada ao ponto de ser reproduzida fielmente pelo mundo real, ela pode sim ser categorizada como projeto arquitetônico, caso seja “copiada” para o mundo real por outra pessoa, o autor “virtual” terá seus direitos sobre a criação.

Porém, não só casos envolvendo transações financeiras e direitos de marca rondam a realidade virtual. Já há na Justiça acusações contra atos de estupro e pedofilia na rede e as Cortes ainda não sabem exatamente como lidar com casos deste tipo.

Outra dúvidas, ainda sem resposta, foram levantadas durante a plenária que tratou do assunto. Westgeest contou um caso em que um grupo terrorista metralhou e destruiu uma loja virtual, causando danos “materiais”. No mundo real, o cálculo do prejuízo é fácil, mas e no mundo virtual? Qual a base de cálculo para danos materiais ou morais? Nos Termos de Uso da Second Life é dito que a jurisdição para casos envolvendo a empresa é a São Franciso, nos Estados Unidos. Mas e se um brasileiro comete um crime contra um norte-americano no Second Life? Onde ele deve julgado? Como resolver o conflito?

Para o mediador da mesa, Rodolfo Martinez, da Martinez & Moura Barreto, toda essa discussão só leva a uma conclusão: “isso seria ‘conversa de loucos’ há 15 anos, mas hoje a interferência da vida virtual, na vida real já é realidade”. Basta saber como advogados e juízes vão lidar com ela.


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