Entrevistas

Entrevista com Urban Steampunk

Urban Steampunk vem chamando a atenção com o seu vlog onde posta vídeos nos quais fala sobre vários assuntos de uma forma espontânea e divertida. Ao assistir aos seus vídeos me amarrei no estilo e o procurei para uma entrevista. E foi bastante complicado porque ambos estávamos com problemas de conexão instável, então o papo que deveria durar uma hora se estendeu para quase três! Mas valeu a pena, Urban Steampunk faz um trabalho super bacana e inédito no Second Life brasileiro e se você ficou curioso para conhecer o vlog, clique aqui!

Vick Spitteler: A primeira coisa que eu quero saber: vc realmente está no SL a apenas 7 meses?

Urban Steampunk: Não, eu tinha outro avatar em 2008, mas o primeiro nome era Jefferson e perdi o segundo nome dele, eu não joguei muito tempo e quando eu jogava sl jogava muitos outros jogos também, então tinha várias contas de email e ai não quis procurar em uma por uma, então resolvi fazer um avatar novo.

Vick Spitteler: Então praticamente são só 7 meses mesmo de segunda vida ativa?

Urban Steampunk: existem pessoas que dão bola para isso de idade do avatar, eu nem me preocupo com isso de tempo, eu não vou ser melhor nem pior que alguém aqui só por ter um avatar velho e sim, são praticamente uns 7 messes no total.

Vick Spitteler: você diz que constrói 99% dos objetos que aparecem nos seus vídeos…  é isso mesmo? você já tinha experiência ou conhecimento em modelagem 3D?

Urban Steampunk: sim, eu tenho alguns amigos que trabalham com isso, então eles me indicaram alguns programas para fazer sculpteds e eu fui olhando alguns tutoriais no You Tube e pegando algumas dicas deles, e eu não sei muita coisa, eu sei o básico dos básicos… mas agora com pouco tempo estou pegando algumas coisas prontas. Quando eu tiver tempo livre quero fazer tudo pra o vlog.

Vick Spitteler: sabe que o que você vem fazendo no Second Life é uma coisa meio inédita né?

Urban Steampunk: é

Vick Spitteler: não havia visto ainda ninguém fazendo vídeos assim dentro do second life… mas me lembrou muito o PC Siqueira, que se tornou celebridade por gravar os seus depoimentos de forma espontânea e até mesmo ingênua… o “Mas poxa vida”, é nele que você se inspirou?

Urban Steampunk: não, eu assisto o vlog dele, é um entre poucos que eu vejo, tem pessoas que acham que só porque o pc siqueira fez sucesso com o vlog dele, ele se tornou o “PAI” do vlog, mas o vlog é uma coisa muito maior que PC Siqueira e Felipe Neto, eu fiz os vídeos porque eu não tinha nada para fazer, eu não conhecia muitas pessoas no sl…

Vick Spitteler: agora me diga… o sobrenome é steampunk porque você gosta de steampunk ou você usa esse figurino porque seu sobrenome é steampunk?

Urban Steampunk: Meu nome nao foi por acaso, eu fiquei + ou – 1 dia e meio procurando um nome legal, o primeiro nome eu já sabia que seria Urban e o segundo eu tinha achado um que era Eternal, mas ai eu perdi ;X

Vick Spitteler: oh!

Urban Steampunk: então achei o Steampunk e como eu ja adorava o estilo escolhi esse nome. E o figurino eu demorei exatamente 20 dias para escolher roupa, skin, bem… o avatar inteiro…

Vick Spitteler: E então, você conhecia pouca gente, mas parece que o vlog já te rendeu alguma popularidade…. é isso mesmo? fez amigos?

Urban Steampunk: é, podemos dizer que depois do vlog minha lista de contatos quintuplicou de tamanho. Popularidade dizemos que um pouco, porque pessoas vem falar comigo mesmo eu nunca tendo as visto, mas eu não saio por ai em ilhas movimentadas para ver se alguém vai me parar para falar comigo, isso já aconteceu uma vez, eu estava em um ilha e uma rapaz falou “Pessoal fiquem quietos o cara dos vídeos esta aqui”.

Vick Spitteler: e você gosta disso? curte essa “fama” no Second Life?

Urban Steampunk: em nenhum momento eu fiz o vlog  pensando em ficar conhecido ou algo  do tipo, até porque se eu estivesse mesmo a fim de ser conhecido eu sei muito bem o que eu teria que falar no meu vlog para ter o dobro de acessos que tenho no You Tube

Vick Spitteler: hehe fiquei curiosa… pode me falar em off depois

Urban Steampunk: posso

Vick Spitteler: Mas uma coisa que me chama atenção é que você tem umas opiniões bastante coerentes até, tirando o face light que eu adoro… rsrs você é bem crítico…

Urban Steampunk: tudo que eu falo é baseado em fatos que eu mesmo presencio, eu falo somente a verdade – nada mais que a verdade.

Vick Spitteler: hehe concordo ;) Mas o nome do vlog é Sem noção… acho que sem noção são pessoas que fazem tanta merda aqui no SL que daria para escrever um livro, não acha?

Urban Steampunk: kkkkk deixa eu esclarecer uma coisa, o nome do meu vlog é “Vlog Do Urban” o “Sem Noção” é um quadro do meu vlog. Vlog nada mais é que um Blog de preguiçoso que ao invés de escrever ele fala em vídeo, e é o que eu faço, por isso se chama vlog: Vídeo Log. O sem noção só seria no primeiro post do vlog: e nem era eu com meus amigos brincando de mario e sim aquela dança…

Vick Spitteler: ótima a dancinha por sinal rs

Urban Steampunk: mas no final das contas a dança virou uma vinheta para a entrada do quadro Sem Noção.

Vick Spitteler: E o que você poderia falar da sua RL? Já sabemos o seu nome (Jefferson), sua idade (24 anos), que é gaucho de Esteio…

Urban Steampunk: não tem nada demais, sou um pessoa normal como qualquer outra vou a banheiro, trabalho, como, tomo banho etc

Vick Spitteler: rsrsrs ok… eu acredito

Urban Steampunk: algo que eu poderia falar da minha rl a mais é que eu moro sozinho, não tenho filhos, atualmente não namoro…

Vick Spitteler: Falando em namoro, você diz que nunca se relacionou no SL, como lida com o assédio feminino (sempre se diz que as mulheres no SL não costumam dar muita folga para os meninos)?

Urban Steampunk: Eu nunca fiquei com ninguém no sl, nem sentei em uma bolinha de beijo. Por enquanto meu interesse no sl é me divertir, fazer amigos e nada mais, acho que por eu ser assim diferente da maioria algumas mulheres acabam se interessando por mim, porque como eu não chego com a mesma conversa que elas estão acostumadas a ouvir por ai de” oi gatinha tudo bem?”, por me acharem diferente acabam confundindo as coisas. Eu tenho amigas que ficaram de mal comigo por causa desse meu jeito, elas queriam ficar comigo e eu não estava nem aí para querer me relacionar de uma forma mais íntima. E quando alguém fala coisas do tipo “ah o urban é mulher por isso ele não fala no voice” eu digo “claro que sou! eu mudo minha voz lá no vlog, mas aqui no sl não consigo, por isso nao falo no voice”.

Vick Spitteler: Urban… acho que é isso! espero que você sempre nos brinde com seus vídeos (amei a entrevista com o copybooter – achei genial, eu morria de rir).

Urban Steampunk: XD

Vick Spitteler: tem mais alguma coisa que vc gostaria de falar? tipo algum projeto que esteja começando… vc falou de uma loja…

Urban Steampunk: É, eu vou abrir uma loja daqui a algumas semanas, lá eu vou por algumas coisas que faço no sem noção para dar e também para vender.

Vick Spitteler: bacana Urban, só tenho que desejar boa sorte, e agradecer a paciência com todas as nossas quedas, enfim… e saiba que ganhou uma admiradora ^^

Urban Steampunk: Obrigado :) Eu queria fazer um agradecimento posso?

Vick Spitteler: Claro!

Urban Steampunk: Eu queria agradecer a Diva Toxx do Site http://www.toxxnews.com que desde o inicio do meu vlog posta os meus vídeos no site dela e aonde tambem agora eu colaboro postando minhas bobagens la ;]

Vick Spitteler: Ok!


Entrevista para o live2style

Fui entrevistada pelo Thiagoo Block, do live2style, um blog super caprichado de moda masculina e publico aqui em português, pois lá foi traduzido para o inglês. Falei sobre a Art Body Store e sobre Secondladies. Quero aproveitar e agradecer ao Thiagoo pela oportunidade! Read in english here.

(mais…)


Entrevista com Albertt Olkhovsky – Al’Ol Architecture

Eu o conheço a cerca de um ano e desde então mantenho contato e me surpreendo com a evolução desse “menino de gênio forte” – como ele mesmo se define. Albertt não está no Second Life a passeio e desde o começo notei o bom gosto e capricho tanto no avatar quanto nos seus empreendimentos dentro do Second Life. Hoje ele tem uma loja de pré-fabs, a Al’Ol Architecture e é um exemplo de brasileiro que está no Second Life criando com qualidade e seriedade.

Entrevista

Você nasceu em dezembro de 2007 no SL, já são 2 anos de Segunda Vida. Ao contrário de grande parte dos residentes, você evoluiu bastante ao longo desse tempo, pelo menos desde que te acompanho, passou de belas fotos, uma loja de shapes muito bem construída a construção de pré-fabs. Você é alguém que faz a diferença no metaverso e por ser brasileiro, passa a ser motivo de orgulho pra nós. O que te motiva a manter-se ativo no SL? 

Albertt: Meus negócios e principalmente meus amigos. O Sl me proporcionou conhecer pessoas que por outro meio seria impossível ou muito difícil conhecê-las! E muitas dessas pessoas fazem parte da minha vida, rimos juntos, compartilhamos os problemas, reclamamos juntos, criamos juntos, enfim meus amigos que fazem da minha SL, mais empolgante, mais divertida e mais viciante!! haha Tb no SL, posso “concretizar” algumas de minhas idéias que na RL seria muito difícil, por exemplo, criar casas, e o melhor de tudo é poder compartilhar isso com outras pessoas, melhor ainda é o desejo que essas pessoas tem por minhas criações, elas pagam pra obter, e esse é o meu feedback.

 

O que você mais gosta de fazer no Second Life além de construir?

Albertt:  Comprar…haha. Eu fico aguardando ansioso por novos produtos nas minhas lojas favoritas, o que infelizmente vem diminuindo cada vez mais :( Também gosto de conhecer lugares temáticos e bem produzidos, como a Ilha Mata Atlântica e diversos outros lugares fantásticos que encontramos por aí.

 

 Você tem feito construções belíssimas,  como é o teu processo de criação? No que se inspira?

Albertt: Hum, eu  penso no lugar em que as pessoas passam grande parte do tempo, que são suas casas. Então, esse lugar tem que ser algo muito aconchegante e bonito, que as façam se sentirem confortáveis e tranquilas. Afinal nossa casa é o nosso refugio, e não há lugar melhor que nossa casa, não é verdade?! Eu também gosto muito das construções e o design de interiores da Thora Charron, um estilo moderno, elegante e sempre muito bem acabado, ela é a minha maior inspiração dentro do Second Life quando falo em questão da arquitetura.

 

Você acredita no Second Life como um meio de criar e lucrar?

Albertt:  Sem dúvida! Se não fosse pelo lucro alcançado, muitos criadores já teriam abandonado o Second Life, há pessoas que dedicam grande parte do seu tempo para criar e desenvolver no SL, e em troca disso elas visam o lucro, lucro RL. O Sl tem uma economia forte, apesar de todos os problemas que vem enfrentando, é muito difícil vermos alguma loja fechando, e muito pelo contrario, uma vez aberta a maioria das lojas só amplia os seus produtos e serviços. E falo isso por experiência própria, porém é lógico que isso não acontece do dia pra noite, venho desenvolvendo isso há praticamente dois anos, e quero mais.

 

Vejo no seu perfil que ao contrário de muitos brasileiros talentosíssimos que escondem sua nacionalidade, diz que seu idioma é português do Brasil.   Você já teve problemas com pessoas de outras nacionalidades por ser brasileiro?

 Albertt: Não, nunca tive esse tipo de problema, e espero nunca ter. Tenho muito orgulho da minha nacionalidade e jamais vou escondê-la.

 

Hoje vemos que o maior “câncer” no SL é a proliferação de viewers alternativos para realizar cópias. Apesar disso você continua construindo. Já foi vítima desse tipo de situação?

Albertt: É, isso é um problemão, que até hoje não entendo como não foi desenvolvido um meio de parar com essas ilegalidades. Até onde eu sei nunca fui vitima desse tipo de situação. Tem uma consciência muito pequena quem copia e quem recebe cópias. Ligando ao que falei sobre o tempo que nós criadores dedicamos ao SL, imagine se pararmos de obter o feedback? Iremos parar de produzir, acabarão os lançamentos, acabarão as novidades, acabará a empolgação e com isso o SL vai morrendo.

 

Pra você, o que é um Second Life perfeito?

 Albertt: A perfeição é difícil de ser alcançada. O SL perfeito é onde qualquer um pode compartilhar um pouquinho de sua criatividade e mostrar para o mundo um mínimo do que pode fazer, e ser reconhecido por isso, acredito que não há satisfação melhor do que poder criar, compartilhar e receber elogios por isso! E é isso que move o Second Life.

 

Algumas das construções da Al’Ol Architecture

AL'OL Classical Building

AL'OL Store Building

AL'OL Frank House

 Teleporte para Al’Ol Architecture.


InnerWorld Magazine Ed.9 Outubro

Saiu no último dia 17 a nova edição da Revista InnerWorld.

Essa edição está puramente artística. A magia já começa na capa, uma ilustração feita exclusivamente para a InnerWorld, como um presente de Don Hosho, o destaque da entrevista principal. Don ofereceu desenhar a capa e ficou fantástica. E Avatares Fantásticos é o tema da matéria principal, que mostra as inúmeras possibilidades dentro do SL. Em “Merece um Selo”, JoseFranco Fisseux é destaque e nos conta sobre esta fascinante escolha por avatares especiais e sua incrível coleção de avatares que já ultrapassa mais de 600 !!! E tem mais fantasia, arte e arquitetura em TP para Cetus, muita beleza em dicas charmosas no editorial de moda praia e nas flores multicoloridas do Top 5.

Leia a revista online em www.inner-world.org

Boa leitura !!!


Entrevista para o Banco Cultural

Por Vick Spitteler

Tive a honra de ser entrevistada por Teagah Beck para o site Banco Cultural e pude falar um pouco sobre o meu trabalho, a situação da comunidade brasileira no Second Life, arte e cultura. Quero agradecer MUITO a oportunidade! :D

Link aqui: entrevista para o site banco cultural. 


Entrevista com CheerNo Destiny

Por Lotus Mastroianni

Conheci o criador da A.C Store, CheerNo Destiny, na época da revista Infocus. Me apaixonei pelas fotos em seu Flickr e o convidei para participar da terceira edição. Ele aceitou muito gentilmente. Aliás, me parece que gentileza é a palavra que melhor define CheerNo Destiny no trato com clientes e amigos. Mas se focarmos em suas criações, não posso esquecer das palavras competência e bom gosto.

Quando pensei nas entrevistas para o blog, eu tinha em mente entrevistar pessoas que me despertassem empatia. Não no aspecto pessoal, mas sim no sentimento que suas criações me despertassem. E a primeira vez que vi uma das criações de CheerNo, eu fiquei  um bom tempo, encantada, observando seus detalhes, suas texturas, seu acabamento, suas cores e pensei: ” eu quero vestir as criações desse cara!”.   E logo em seguida surgiu o blog e em minha mente eu tinha como certo uma entrevista com CheerNo Destiny, não só por suas criações bacanas mas também pelo fato de ser um brasileiro com criações bacanas.

Finalizando, CheerNo é mais um criador a entrar na cruzada contra a falsificação de produtos originais.  Ele tem reportado diversos falsificadores e conseguiu bloquear a conta de muitos deles. Suas respostas a respeito da proteção dos direitos autorais é bastante precisa e sensata. Todas as pessoas que têm algum interesse em ver um SL cada vez melhor precisam se conscientizar e agir como um bloco único. É bom ver que um cara como CheerNo é engajado nesse tipo de luta. O dono da A.C Store em breve CheerNo Couture é um cara generoso, preocupado com os rumos do Sl e pronto para nos dar novas idéias.

A seguir, a entrevista.

Li em uma reportagem que esse é seu segundo avatar, então quando entrou no Second Life pela primeira vez? E quais eram suas primeiras impressões no início?

CD: Sim, esse é meu segundo avatar, um amigo de faculdade me apresentou o SL, no começo acho que eu fiquei meio perdido, não entendia nada direito aqui e era meio complicado pq não existiam muitos brasileiros aqui. Então eu entrava e ficava 5 minutos e saia até descobrir que era possivel construir aqui dentro então me apaixonei.

Ter uma vida produtiva é um aspecto um pouco complicado do SL.  Já que vivemos uma primeira vida repleta de obrigações como prazos e horários.  Então me parece justo dizer que a ultima coisa que esperamos fazer é entrar em um ritmo parecido como a RL. Nesses meus anos de SL, notei que profissionais de criação não só continuam trabalhando em sua segunda vida, como se desenvolvem em profissões correlatas com a da primeira vida.  De onde nasceu a vontade de criar no SL? O que você trouxe de sua formação profissional.

CD: A criação dentro do Sl veio na verdade de uma necessidade, na minha época ainda não existiam as facilidades de compra e venda de linden que existe hoje, nós tinhamos mesmo que fazer camping e juntar o dinheiro para comprar as coisas aqui dentro, então eu não possuía muitos recursos financeiros e descobri q eu também podia criar minhas roupas e acessórios então comecei a estudar para poder criar para meu uso, só depois comecei a vender para meus amigos  até abrir uma primeira loja.

Suas criações têm uma originalidade pouco vista no SL atualmente. E o mais surpreendente ainda, uma originalidade em peças feitas  e pensadas para o público masculino. Os homens sempre reclamaram da existência de poucas criações para eles. Mas observando com cuidado, parece que essa fatia do mercado que era pouco explorada, ou até mesmo má explorada, está crescendo e se desenvolvendo. Hoje encontramos artigos masculinos feitos com muita qualidade e para todos os gostos.  Como você vê a moda masculina na segunda vida?

CD: A moda hoje não só no SL mas no mundo atual é uma questão de estilo. Dentro do SL eu procuro sempre mostrar que os homens podem ser tão sexies, doces e diferentes como as mulheres. O mercado masculino é carente de moda, de conceitos e de dedicação. Vejo algumas lojas que produzem vestidos lindos e bem elaborados que com certeza demoram semanas para serem finalizadas, mas  a maioria das roupas masculinas são apenas para cumprir portifolio, eu odeio isso.

Percebo que você empreende muito tempo em suas criações. Seus detalhes são cuidadosos e bem trabalhados. Uma conjunto comprado em sua loja vem em uma pasta repleta de pequenas peças. Me parece que o nível de comprometimento interfere na qualidade do produto final, em um relação diretamente proporcional.  Levando-se em consideração que novos outfits são o chamariz de um publico cativo e interessado, como se inicia esse processo de criação, e quanto tempo você espera e precisa investir em um determinado outfit?

CD:  Na verdade são meses de dedicaçao em pesquisa e desenhos, aliás milhares de desenhos. Uma roupa que é lançada hoje na verdade ela ja foi iniciada há 2 meses atrás, por exemplo o HOMME.FALL da a.C Store / CheerNo, estamos em mudança de nome, ja está em andamento.

Eu sou consumidora da A.C Store.  Mas sei que seu público alvo é o masculino. No entanto, muitas mulheres gostariam que você investisse um pouco na criação de outfits femininos com o seu estilo original. Está em seus planos  criar para o público feminino mais especificamente?

CD: Essa idéia ja passou pela minha cabeça e foi até anunciada, mas eu acabei desistindo porque sou exigente no que faço e as coleções masculinas me tomam muito tempo, mas eu sempre penso nas mulheres, tanto que alguns dos outfits ficam melhores nas meninas do que nos meninos, é algo meio proposital. Eu sempre lanço algo temporário para as meninas, uma loja definitiva não está nos meus planos, mas sempre estarei fazendo coisas para as meninas mesmo que às vezes.

O Second Life passa por um processo de amadurecimento, onde é também analisado qual é o papel da Linden Lab  no processo criativo, principalmente o seu papel na questão dos direitos autorais.  Ao seu ver, qual o papel a Linden Lab deve exercer?  E como você vê essa questão dos direitos autorais no SL?

CD: O Sl foi ao meu ver o mundo virtual ja criado, e nenhum jamais vai superá-lo, sendo o mais livre que existe, nós mesmo criamos não só o rumo das nossas vidas virtuais como também recriamos o percurso que o jogo seguirá, isso faz a LL ter menos controle sobre o que acontece dentro do SL.  Apesar de estarem estudando novas formas de controlar a pirataria aqui dentro o sistema é ainda um pouco vago. Mas eu acho com certeza que a pirataria tem que ser combatida por todos nós todos os dias. Não por que as outras pessoas vão ser beneficiadas por isso, mas por elas terem que pensar que todos são prejudicados, porque com mais copias por aí, muitos designers vão falir ou desistir de criar, isso vai acarretar em menos lojas alugadas nas ilhas deles e alguns também vão ter que fechar as portas das ilhas. Os donos de ilhas principalmente os brasileiros deveriam ajudar na luta contra isso e fechar a porta de suas ilhas para as pessoas que usam e vendem cópias por aí. Eu ja recebi tantos IMs e notes de cópias minhas que são distribuídas na ilha Brasil Rio, que um dia fui conferir e encontrei um officer da ilha usando uma cpia de roupas minhas, isso é deprimente.

O que devemos esperar da A. C Store nesse segundo semestre?

CD: Teremos muitas surpresas, entre elas as cores e os cortes novos que trazemos para o Cheerno Fall. O Homem CheerNo será mais romântico com um ar nostálgico e apaixonante. Mais inocente e mais sexy mesmo com roupas complemente cobertas. O resto é surpresa.

E finalmente, o que você gostaria de ver em termos de inovação no Second Life?

CD: O SL evoluiu de uma forma muito legal, acho que os rumos tomados são maravilhosos, mas precisamos mudar as nossas cabeças, acho que nós temos que evoluir, agora o Sl ja está num patamar elevado, mas tem muita gente ainda “jogando” SL sem saber que isso aqui não é mais um jogo.

Obrigada CheerNo.

CD: Eu que agradeço, fico feliz de ver o trabalho de brasileiros sérios e dedicados como vocês, porque isso mostra que SL Brasil não é so farra e pirataria, tem gente séria no meio.:)

Abaixo fotos de alguns outfits da A.C Store/ CheerNo Couture. Nas fotos eu estou vestindo look completo da marca (excluindo sapatos) e Gorek veste apenas os outfits. Para saber mais, clique aqui.

Ouvindo Muse cantando Feeling Good

Be Coool !!! :)


WELCOME TO BAREROSE!

Conforme prometido, eis a matéria sobre a BareRose.

Assim que comecei a escrever sobre a Muralha da China, eu já tinha em mente a Barerose. Minha idéia era escrever a matéria mostrando a muralha como fundo em fotos com os outfits. Mas como eu falo muito e escrevo mais ainda, a matéria da Muralha ficou grande demais para comportar tudo que eu queria falar sobre a Barerose. Então deixei a matéria  para o próximo post, já que tendo em vista que eu não conseguiria falar sobre os dois assuntos, então eu iria correr atrás de uma entrevista com o criador por trás da criação: June Dion.:)

Fiquei um pouco nervosa, não fazia idéia de como seria o primeiro contato com alguém como ela. E havia também a barreira da lingua. Já falei para vocês que tenho um inglês texano? Lendo o profile de June, vi que ela poderia sofrer do mesmo mal. Felizmente para nós, reporteres amadores, o Second Life nos permite acessar diretamente os criadores, com textos previamente corrigidos por pessoas amigas com inglês melhor do que o nosso. Talvez se eu fosse entrevistar alguém como June na Rl eu teria que agendar com o assessor. E levar um dicionário na bolsa, caso meu jornal fosse pobre e não pudesse disponibilizar um intérprete. Bom, de qualquer forma, June Dion me atendeu imediatamente. Foi extremamente educada e gentil. E ainda com muita simpatia disse que havia em seu staff, brasileiros que poderiam nos ajudar com a lingua. Me passou os nomes deles, e recomendou que eu entrasse em contato. De qualquer forma, eu fiquei de fazer a entrevista em note e passar para ela, e então aguardaria as respostas.

Eu levei uns dias para desenvolver as perguntas. Pesquisei na internet em busca de entrevistas antigas, e textos falando qualquer coisa que mencionasse a palavra Barerose e o nome June Dion. Eu queria conhecer um pouco mais sobre ela e fazer perguntas que não foram feitas.

Entrevista pronta, perguntas respondidas,e então fui atrás da pessoa que ela me mandou procurar, Nympheas Nogah.

Nympheas está no Second Life desde 08.09.2006, e trabalha no staff da BareRose há dois anos. Ela diz que conheceu a Barerose por uma amiga, e se apaixonou pela land. O que mais chamou sua atenção  foi a diversidade, a elegância e a beleza dos outfits finamente trabalhados e bem feitos. Ela diz que trabalhar para a marca não é o mais importante, e sim o contato com June Dion, uma pessoa acessivel e especial, que consegue fazer com que seus colaboradores sintam-se parte de uma família. Ela passa seus dias na land da Barerose onde mora e usufruindo da companhia dos amigos que fazem parte do staff. Resumindo June Dion em poucas palavras, ela diz:

“Uma grande alma, em todos os sentidos”

Gentileza gera gentileza. Pelo contato que tive com June Dion, pude perceber que o efeito de sua personalidade reflete em seus colaboradores.

Sou cliente assídua da BareRose desde março de 2007. Meu inventário possui 76 pastas com outfits completos. Fora outros objetos como cabelos, bolsas e coisas diversas que encontramos na loja. Suas roupas estão cada vez mais bonitas e atuais, em texturas e acabamentos. E ficaram mais perfeitas com o uso dos sculpties. Analisando as palavras de sua criadora podemos entender o por que da longevidade da marca, e que mesmo durante o período de maior crise pelo qual passou o SL, a loja jamais amargou vendas. A BareRose não sentiu a crise. Qual será esse segredo? Talvez a capacidade de se manter atualizada, utilizando sempre os recursos disponibilizados pelo SL com preços justos, com um padrão de qualidade excepcional.

Entrevistando June Dion.

O Second Life chegou ao Brasil de fato em fevereiro de 2007, com uma reportagem feita em um programa de TV bastante popular em que se dizia, entre outras coisas, que você poderia ganhar muito dinheiro por aqui. Muitos descobriram que não é bem por aí, e se decepcionaram, sendo hoje os seus maiores críticos.Você entrou em 2005, em uma época em que o SL nem pensava em ser o que é hoje. Os gráficos estão absurdamente mais desenvolvidos e as criações cada vez mais realistas. Como foi viver o SL no ano de 2005? O que você pensava do SL nessa época?

June Dion: Nunca esperamos que um dia tantas pessoas e até mesmo companhias RL aderissem ao SL. Em 2005, havia carência de muitas coisas, principalmente coisas japonesas e amigos queriam isto (e eu sou japonesa). Essa foi uma das razões de ter começado a fazer roupas aqui.

Quando você realmente começou a criar no SL e porquê?

June Dion: Cerca de um mês depois, uma das razões está respondida acima e a outra é que eu podia usar photoshop e então comecei por diversão, porque a maior parte das roupas era cara e era difícil de encontrar o que eu queria.

Li que a BareRose era o nome que você deu a land de 512m2 da primeira loja que você montou. Como foi esse começo da BareRose?

June Dion: Realmente começou em um shopping para Tinies Avatares. Imagino que uns 10 ou 20 prims limite. Eu não sabia nada sobre Tiny avatar e o porquê do shopping ser em tão pequeno edifício, mas era tão barato que então escolhi esse shopping. Coloquei lá camisetas básicas, tatuagens e quimono japonês. Ainda não tinha BareRose como nome, foi muito mais fácil chamá-la de June’s ::: J’s::: na época.

Temos um Second life com acessos que chegam a 70.000 pessoas aproximadamente por dia.  São milhares de pessoas de culturas diferentes e expectativas diferentes. E dentro disso temos as pessoas que vivem o SL como melhor lhe atendem. É interessante ver que a Barerose consegue atende todas as expectativas de sua clientela, com criações de roupas costumizadas para qualquer sonho que você queira viver. Ser diversificada foi sempre a proposta da Barerose?

June Dion: Eu comecei a criar para atender às minhas exigências, e depois a de amigos. Algumas vezes, para criar coisas mais tradicionais, como estilos japoneses, cybers e góticos. E então se tornou corriqueiro  e eu achei que isso era a união perfeita de culturas, e combinava com o Second Life que é cada vez mais um universo em que povos do mundo todo se encontram. Então esta seria a nossa proposta.

Em agosto de 2007, em uma entrevista você dizia que a Barerose contava com 1000 outfits, e esperava chegar aos 2000. Dois anos se passaram, quantos outfits a Barerose possui atualmente? Quais você destaca como suas melhores criações?

June Dion: Eu não tenho um número preciso. Uma vez que pelo menos um item é lançado todos os dias, você saberá facilmente. :)  Itens antigos são retirados toda semana. Mas se o item ainda é popular, ele é refeito com flex e sculpt, tecnologias que não havia na época da criação.

Suas criações são extremamente bem acabadas e detalhistas. Algumas contam com vários prims anexados. Todas sem exceção vem em várias cores, em um outfit comprado. Como manter a qualidade e o preço competitivo, quando temos criações de igual qualidade por preços que passam de alguns milhares de lindens?

June Dion: Ainda estou aprendendo e trabalhando para isto, mas agradeço muito os elogios. Eu continuo criando todos os dias. Isto faz com que eu crie as coisas de maneira mais rápida, e ter prontas as pequenas partes que geralmente uso. E ainda produzir novas peças de sculpt para cada outfit,  dessa forma possibilitando a criação de novos looks.

Como criadora,  entendo que os criadores tem o direito de por o preço que acham justo em suas criações. No entanto, peças de 3000 lindens ou mais que serão vendidas a centenas de pessoas me deixam um pouco indignada com a falta de critério dos criadores. Não lhe surpreende que peças que serão vendidas a muitas pessoas custem tão caro? Como você analisa isso?

June Dion: Eu comecei com esse preço atual, e quando eu comecei existia uma grande quantidade de itens caros e muitos deles bem feitos. Eu, naquela época, não era habilidosa em criação, então essa associação é perfeita para mim, e continuará sendo assim. Criar leva tempo e como esse processo não mudou muito, o preço será mantido dessa forma. 

Muito se falou da crise no Second Life nesse início do ano. Alguns criadores amargaram poucas vendas. Lojas famosas viviam vazias durante esse período. As pessoas pararam de investir aqui por um período de alguns meses. No entanto vejo um reaquecimento no mercado e me parece que as expectativas são boas para os próximo meses. Como você vê o consumidor de hoje do Second Life? O que eles esperam de vocês, criadores?

June Dion:  Para nós, parece que não mudou muito coisa, se mantém regular como era.  Desde o inicio, os consumidores me mandam suas requisições do que querem ver no SL. Eles pertencem a esse processo. Não são uma categoria. Muito depende de cada pessoa. Eu imagino que dessa maneira o  quadro de funcionários de uma loja deva ser mantido em grande parte. As pessoas apreciam isso.

Há tempos os brasileiros estão fazendo campanhas maciças para que produtos copiados não sejam comprados ou vendidos. Estamos ensinando como se identifica e como se reporta. O surgimento da nova safra de criadores brasileiros de excelente qualidade deu forças às campanhas a medida que começaram exigir providências contra a cópia de suas criações. Mas muitas vezes a tarefa parece não ter fim, devido ao aumento da tecnologia no SL. Está cada vez mais dificil combater o copybot? Como você vê a Linden Lab exercendo o seu papel nesse caso? E o que você acha que podemos fazer além do que já fazemos?

June Dion: Uma vez que temos mais clientes, eles nos mantem informados quando descobrem algo, e agradeço a todos por ajudarem. Eu envio um notice a pessoa na medida do possivel, caso pareça que ela não sabe o que pode acontecer com o report se não forem removidos os itens roubados. Há um rapaz brasileiro que começou copiando nossos itens, mas compreendeu que não era boa idéia e se tornou um bom designer depois disso com criações originais. Mas algumas vezes quando é dificil o acordo, eu envio o report.
 
Atualmente, parece que os copybots estão sendo banidos do SL bem como as lojas e os alts, e as contas de quem copia texturas são suspensas após os reports apropriados, então, a LL é muito útil. Quero dizer muito obrigado a todos eles.

Quais são seus planos para o futuro da Barerose?E o que você espera para o futuro do Second Life?

 June Dion: Nós comemoraremos o  4° aniversário nos dias 22 e 23 de agosto, teremos treasure hunt, eventos, torneios, música ao vivo, entre outras coisas. Isso é o  mais importante que acontecerá nos próximos dias. 

O SL vem oferecendo coisas novas, como o flex e o sculpt. Vem se renovando toda hora e melhorado em muitas coisas. Para mim, eu espero que o SL possa nos dar o flex sculpted. Espero que um dia possamos ver isso.
 
Muito obrigada.

June Dion: Muito muito obrigada.

Vocês acham que acabou?? :) Nananinana. Fomos em busca de alguns fãs brasileiros da marca e pedimos que eles enviassem uma foto usando seu outfit favorito da BAREROSE. A idéia era usar algum item do inventário. Obrigada a todos, super gentis e talentosos.

 Escrevi o post ouvindo Marisa Monte cantando Gentileza.

Be cool! ;)

  


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